Dr. Vidal Guerreiro

Cirurgião Plástico - CRM: 7056
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
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Mamoplastia de Aumento

Mamoplastia ou mastoplastia é o nome dado para as cirurgias das mamas. Alguns tipos de mastoplastia podem ser diferenciados e especificados de acordo com a finalidade da cirurgia, por exemplo:
- Mamoplastia Redutora: objetiva diminuir o volume e dar nova forma às mamas;
- Mamoplastia de Aumento: acrescentam próteses mamárias (de silicone ou infláveis) para projetar esteticamente ou preencher deformidades adquiridas;
- Mastopexia: cirurgia de reposicionamento da mama (para corrigir a queda) com pequena ou nenhuma redução de volume associada.
- Mastopexia com prótese: cirurgia de reposicionamento da mama (para corrigir a queda) com aumento de volume através da colocação de um implante de silicone.
- Simetrização mamária: como o nome já diz, essa cirurgia tem por objetivo de deixar as mamas com o aspecto mais parecido possível. É usada principalmente após cirurgias de Reconstrução Mamária.

Este informativo tem por objetivo esclarecer alguns aspectos relativos à Mamoplastia de Aumento através de próteses, que podem ser de diversos materiais.

INDICAÇÕES

Esta cirurgia está indicada nos casos de AMASTIA (ausência congênita das mamas), HIPOMASTIA (volume diminuído das mamas), ASSIMETRIAS (uma mama é muito menor que a outra), nos casos de volume normal, mas quando há o DESEJO de aumento volumétrico das mamas e nas RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS secundárias a um defeito morfológico deixado pela ressecção da cirurgia anterior.
Recentemente, podemos observar um aumento da procura pela Mastoplastia de Aumento, justificada por um modismo internacional, aliado à melhor qualidade e segurança das próteses e ao pequeno tamanho das cicatrizes resultantes.

QUANDO OPERAR

As Mastoplastias Estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Isto tem ocorrido mais precocemente nas últimas décadas devido às mudanças impostas pelas alterações dos hábitos de vida como o uso freqüente de hormônios femininos e o início da atividade sexual, dentre outros fatores. Assim, a partir dos 15 a 16 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas, atendendo suas necessidades estéticas. Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar sua cirurgia.

AS PRÓTESES MAMÁRIAS

O material empregado na fabricação das próteses mamárias geralmente é um tipo de polímero sintético, comprovadamente biocompatível, conhecido como SILICONE. Este produto faz parte da composição do revestimento da prótese, podendo também ser coberto por outros produtos como o poliuretano. O conteúdo da prótese pode ser o silicone (atualmente de forma gelatinosa e coesiva), o soro fisiológico ou mesmo alguns tipos de óleos. Várias pesquisas têm sido desenvolvidas na procura do material mais adequado para a confecção destas próteses.

Cada um destes produtos tem suas particularidades, mas, hoje em dia, o mais usado mundialmente é o silicone. Ele é um produto inerte e altamente seguro. Em caso de ruptura traumática o gel de silicone não dispersa e não impregna os tecido, isso se deve à melhoria da qualidade dos implantes (silicone de alta coesividade).

Também é muito importante a afirmação de que o silicone não é associado a doenças degenerativas articulares ou ao câncer de mama. O que ocorre é que ele poderia dificultar a identificação de uma lesão mamária inicial, mas com o controle através da mamografia periódica e o desenvolvimento de técnicas mais avançadas de avaliação, estes problemas já foram contornados.
Converse tudo isto com o seu cirurgião, esclarecendo todas as suas dúvidas e ponderando as particularidades de cada caso.

FUNÇÕES DAS MAMAS

Tanto a redução quanto o aumento das mamas preservam todas as suas funções. Lactação e sensibilidade são mantidas desde que estas condições já existam antes da cirurgia. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal. Obviamente que nos casos de retirada da glândula mamária para tratamento de uma doença benigna ou maligna ou ainda nas grandes ressecções (chamadas gigantomastias) estas funções podem estar comprometidas.

SIMETRIA E ASSIMETRIA

É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito freqüentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia, apesar de termos este objetivo. Se a própria natureza não as deixou idênticas, pode-se imaginar que este objetivo não é tão simples de ser alcançado.

A ESCOLHA DO TAMANHO

Na primeira consulta, a paciente avalia, juntamente com o cirurgião, os diversos volumes de próteses mamárias, adequando seu desejo às possibilidades técnicas e ao conjunto estético corporal. Serão apresentadas à cliente as próteses mamárias similares às que serão usadas. A escolha do tamanho ideal do implante é feita baseada nas medidas das mamas (base, altura e projeção mamária), no o desejo da paciente e na experiência do cirurgião. São testados os tamanhos das mamas com moldes durante a cirurgia e será escolhido o mais harmônico em relação a estrutura corporal.

AS CICATRIZES

As cicatrizes das mastoplastias de aumento dependerão do tipo e formato das mamas e do que se deseja com a cirurgia. Assim, nas mamas que não apresentam ptose (queda) associada, as cicatrizes poderão ser posicionadas no sulco sub mamário (formato horizontal), na transição da pele da aréola com o restante da mama, em forma semicircular ou na axila.

Já nas mamas ptosadas há que se corrigir esta queda com o reposicionamento superior dos tecidos após a colocação das próteses. Nestes casos, as cicatrizes serão de acordo com a necessidade de acomodação dos tecidos mamários. Costuma-se dizer que “as mamas terão as cicatrizes que merecem” em função das suas condições antes da cirurgia. Cada técnica tem sua indicação apropriada e pode estar certa de que para alcançar forma e tamanho desejados lhe será indicada a técnica que deixará as melhores e menores cicatrizes possíveis para o seu caso específico.

Atualmente as técnicas mais comuns para a correção da ptose associada a mastoplastia de aumento deixam as cicatrizes mamárias em forma de “I”, “T” invertido e ao redor da aréola, que vão adquirir com o tempo, aspecto de uma linha de tonalidade semelhante à da pele e localizadas em áreas que possam ser encobertas pelas vestes de banho. O resultado final, entretanto, vai depender da reação de cada organismo.

Menos freqüentemente, as cicatrizes podem sofrer um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e à genética da paciente e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado.

Nas cirurgias reconstrutoras, as cicatrizes seguirão o padrão da cirurgia anterior estando de acordo com a deformidade encontrada no momento da reparação.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA

Todos os dados relativos à sua saúde serão questionados, incluindo doenças prévias ou em tratamento, uso de medicamentos, tabagismo, alergias medicamentosas, alimentares ou diversas, cirurgias prévias, história familiar para câncer de mama, condições de controle das mamas com o especialista, etc.

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames pré-operatórios. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (8 horas antes da cirurgia). Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade.

Lembramos que nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Eles são, de uma maneira geral previsíveis e controláveis. Somente realizamos cirurgias estéticas em pacientes saudáveis e que passaram por uma criteriosa avaliação clínico-cardiológica.

A CIRURGIA

A cirurgia pode ser realizada ambulatorialmente, ou seja, podendo ter alta hospitalar no mesmo dia da operação. O procedimento dura cerca de 2 horas e, em geral, é realizado sob anestesia geral.

Pode ser usada outra anestesia, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico-anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos.
Lembre-se que o tempo total de permanência no centro cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.

As mamas são incisadas de acordo com a programação prévia, dissecando-se um espaço para a inclusão das próteses. Tecnicamente, este espaço pode ser: retro glandular (logo atrás da mama), retro fascial (atrás da fáscia peitoral) ou retro muscular (atrás do músculo peitoral maior). Cada possibilidade será explicada detalhadamente pelo seu médico.

A prótese é posicionada e recoberta pelo tecido mamário que então é suturado por cima dela com diversos tipos de pontos. Quando indicado, corrige-se a ptose (queda) associada.

O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado (sem rendas ou aros) de forma a moldar toda a mama, mas sem estar apertado. O soutien só deve ser retirado para o banho.
Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem a operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

Na alta hospitalar, a paciente deve receber, por escrito, todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação.

*OBSERVAÇÃO: Sangramentos ou variações volumétricas exageradas (aumento da mama), na maioria das vezes unilateral e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.

INTERCORRÊNCIAS E COMPLICAÇÕES

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. As complicações são quadros mais graves que exigem um tratamento mais agressivos e podem interferir no resultado estético. São exemplos de intercorrências: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), alterações transitórias da sensibilidade, etc.

A formação de uma cápsula fibrosa envolvendo as próteses é uma intercorrência indesejável que pode ocorrer. Com o uso das próteses mais modernas e de melhor qualidade, tal incidência caiu de 30% para cerca de 2% a 4%. O nosso organismo reage de maneira a expulsar qualquer material estranho nele introduzido. Não podendo fazê-lo com as próteses, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-las completamente do seu contato. Assim, todas as próteses são recobertas por uma cápsula de diferentes espessuras, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. O grau de encapsulamento é variável, podendo ir de imperceptível (não necessitando de tratamento cirúrgico) até o comprometimento das mamas com dor e deformidade (complicação). Neste extremo, o tratamento é cirúrgico com substituição ou mesmo retirada das próteses.

As complicações felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas e grandes hematomas que precisam ser drenados. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A mamoplastia de aumento associada ou não a mastopexia não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade do resultado sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação e substituição adiposa das glândulas mamárias interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas.

Existe ainda a possibilidade da troca das próteses por outras de maior ou menor volume de acordo com a vontade da paciente ou a necessidade de adequação às novas condições das mamas. Assim, uma nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume mamários. As próteses ficam posicionadas como na cirurgia do implante, porém, os tecidos mamários que a elas se sobrepõem sofrem a ação dos diversos fatores acima relacionados, podendo necessitar de remodelação posterior (correção de algum grau de ptose - queda).

TROCA DAS PRÓTESES

A troca das próteses mamárias somente é recomendada nos casos de ruptura, deformidades morfológicas, encapsulamento severo, infecção ou desenvolvimento de doenças mamárias incompatíveis com a permanência deste corpo estranho no organismo. O acompanhamento clínico e o controle mamográfico irão detectar estas alterações, indicando a troca. Não há obrigatoriedade de troca a cada 10 anos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – POR FAVOR, LEIA ATENTAMENTE
Após as explicações supracitadas, esclarecemos que o procedimento cirúrgico deve ser realizado segundo técnicas cirúrgicas consagradas e publicadas cientificamente. Enfatizamos que em cirurgia plástica não há promessa de resultados o que, eticamente, não deve ser feito, uma vez que a própria medicina não é uma ciência exata e dependeremos da sua reação orgânica pós cirúrgica para o alcance de nossos objetivos.
O código de normas e condutas do Cirurgião Plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório nos meios de comunicação, como jornal, internet e TV, mesmo que haja autorização do paciente. Também é vedada a divulgação de preços e condições de pagamento.

MUITO IMPORTANTE: Verifique se o seu médico pertence à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e está gabaritado a fazer a sua cirurgia.

Clínica Harmonize

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